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Corretoras que não oferecem cripto estão perdendo wallet share

Entre julho de 2022 e junho de 2025, a América Latina registrou US$ 1,5 trilhão em transações cripto, com crescimento de 63% ano a ano. Na Argentina, quatro das principais corretoras já integraram ativos digitais. No Brasil e no México, os marcos regulatórios avançam. O volume está lá. A pergunta é quem vai capturá-lo.

A mudança já está em curso

Na Argentina, Balanz, Invertir Online, Invertir en Bolsa e Bull Market adicionaram cripto à sua oferta nos últimos dois anos. Não fizeram isso para experimentar. Fizeram porque seus clientes já tinham exposição a ativos digitais, mas em plataformas separadas.
O volume estava lá. Só que fora da oferta da corretora.

Stablecoins, não especulação

Mais da metade das compras cripto em exchanges da Argentina, Brasil e Colômbia são stablecoins, segundo o relatório 2025 Geography of Cryptocurrency da Chainalysis. Não são posições especulativas. São reservas de valor denominadas em dólar.

Em economias com volatilidade cambial, as stablecoins funcionam como instrumento de poupança, não como ativo de risco. É a mesma demanda estrutural que historicamente era coberta por depósitos em dólar ou títulos soberanos em moeda estrangeira. Só que agora migrou on-chain.

Corretoras que não oferecem acesso a esses instrumentos estão deixando wallet share na mesa.

A regulação deixou de ser o freio

Durante anos, a falta de marcos regulatórios claros manteve as corretoras à margem. Esse obstáculo desapareceu. Na Argentina, a CNV criou o registro de Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV) em 2024, e as principais exchanges globais já operam sob esse marco. No Brasil, o Banco Central aprovou o marco para custódia e negociação de ativos digitais. O México avança com licenças para instituições de tecnologia financeira (ITF) que operam cripto.

A lacuna regulatória fechou. O risco legal caiu. O que antes era incerto agora tem regras do jogo definidas.

O modelo já está comprovado

Corretoras que integraram cripto não fizeram isso para capturar um nicho. Fizeram porque seus clientes já operavam esses ativos em outro lugar. Balanz, Invertir Online, Invertir en Bolsa e Bull Market validaram o modelo: é possível oferecer cripto dentro da mesma plataforma onde o cliente opera ações, títulos e fundos.

A pergunta não é se funciona. É quanto tempo mais as corretoras que não fazem isso podem se dar ao luxo de perder essa porção de AUM.

Onde os latino-americanos compram suas criptomoedas?

7,8% dos brasileiros e 5,6% dos argentinos têm exposição a ativos digitais, segundo Triple-A (2023). Não é um mercado para criar. É um mercado que já existe, distribuído entre exchanges, wallets e plataformas peer-to-peer.

A pergunta não é se o cliente vai adotar cripto. A pergunta é onde ele vai fazer isso. Se a corretora não oferece, ele fará em outro lugar. E quando esse capital migra, raramente volta.

Infraestrutura, não desenvolvimento

A integração de ativos digitais não exige que uma corretora construa sua própria infraestrutura. A Ripio fornece APIs de custódia, negociação e onboarding KYC/AML que se conectam diretamente à plataforma existente da corretora. O cliente opera cripto na mesma interface onde opera ações e títulos. A liquidez, a conformidade regulatória e a tecnologia ficam do lado da Ripio.

O wallet share que as corretoras estão perdendo hoje não se recupera sozinho. Se recupera oferecendo o que o cliente já está procurando, mas dentro da plataforma onde ele já confia.

 

 

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva para uma corretora integrar criptoativos à sua plataforma?

Com as soluções da Ripio, a integração pode ser concluída em semanas. Construir do zero, por outro lado, implica tramitar licenças como PSAV, contratar equipes especializadas de custódia e compliance, desenvolver sistemas de negociação, implementar controles AML/KYC específicos para cripto, auditar segurança e testar em produção, e isso pode levar entre 18 e 36 meses. A diferença está em se a corretora constrói ou conecta: as APIs da Ripio de custódia, negociação e onboarding KYC/AML já estão prontas para se integrar diretamente à plataforma existente da corretora.

Quais países da América Latina têm marcos regulatórios para corretoras que oferecem cripto?

A Argentina conta com o registro PSAV da CNV desde 2024. O Brasil aprovou o marco para custódia e negociação de ativos digitais através do Banco Central. O México avança com licenças para instituições de tecnologia financeira (ITF) que operam cripto.

Os clientes de uma corretora podem operar cripto na mesma plataforma?

Sim. Com a integração de APIs de custódia e negociação, o cliente opera cripto na mesma interface onde opera ações, títulos e fundos de investimento. Não precisa abrir contas em plataformas separadas.




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